Senti... frio e calor ao mesmo tempo, senti o meu coração a martelar por baixo da minha fina roupa, senti... medo e desespero ao mesmo tempo. Queria desesperadamente que viesses, mas nao vieste.
Tenho saudades do tempo que passou e quero que venha o tempo que demora a vir. Quero-te a ti e à tua estupida maneira de ser. Quero ser eu e tu para sempre. Mas tu não queres.
Não esqueço do “nao quer nada contigo” vindo de intermediários, pessoas que nao sabem o que eu e tu sentimos, ou melhor, o que eu sinto e tu não.
Senti o meu corpo a deslizar para o chão, ou talvez fosse só o meu espirito a sair-me do corpo, porque nesse momento o meu mundo parou, o meu coraçao morreu e o meu amor por ti desapareçeu. Nesse momento eu abri a minha boca para pronunciar algo para demonstrar que estava bem, mesmo nao estando, ou talvez apenas quizesse gritar.
O meu espanto, a minha surpresa... queria apenas sair dali. Queria ir ter contigo e bater-te, bater-te tanto, tinha tanto odio no meu peito que nem sei como nao explodi de ódio.
O que senti foi raiva, raiva por acreditar em tudo e todos quando me diziam que me amavas mas apenas tinhas medo de o dizer quando eu sabia bem que era mentira. Raiva por acreditar que talvez me amasses. Raiva por teres andado enrolado com aquela... rapariga. Raiva, raiva de todas as vezes que falei contigo e tu nem tiveste a coragem de me encarar, me olhar olhos nos olhos. Cobarde, cobarde é o que tu és, cobarde. Cobarde que tiveste que enviar um amigo mutuo a dizer-me que nao querias nada comigo, cobarde. És e sempre foste um grande cobarde.
Mas sabes, apesar de tudo o que fizeste e de tudo o que és eu estou bem, e já agora..., obrigada, estou muito melhor, este assunto pendente terminou e eu nunca mais te vou olhar nos olhos como olhava, e nunca mais te dirigo palavra porque apesar de te amar cabrões como tu há muitos entao risco-te da lista de convidados a entrarem no meu coração e também da minha vida.

4 comentários:
adorei :')
:') bigada amiga
adoro completamente, é tudo tão verdade. :)
Tudo o que escrevo é um desabafo. Falo por experiencia própria, Helena.
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