Maybe one day

Maybe one day
P.S. I Love You :')

terça-feira, 12 de abril de 2011

Só porque sim


            Já sentiram que queriam fazer algo mas que nao deviam? Se nunca sentiram então é porque estão no planeta errado.
            Quando era pequena adorava ir ao telefone a marcar numeros ao acaso so porque sim. Gostava da sensação, qua hoje em dia é mais popular como adrenalina. Simplesmente gostava dessa sensação, era como se estivesse a desafiar algo, só porque sim.
            Adorava sentir que desafiava o destino, adorava sentir que comandava o meu futuro... só porque sim.
            A minha vida foi passando. Passaram-se os dias, os meses e os anos. Passaram-se as épocas festivas. Passaram-se as férias pelas quais eu tanto ansiava. Passaram-se os momentos importantes, os momentos de descoberta, aventura e adrenalina, e eu fui vivendo.
            Cada dia era uma nova descoberta e eu sentia sempre que iria aconteçer algo de novo ao longo do dia, todos os dias da minha vida. Passaram-se esses momentos, ansiedade, pânico, medo, vergonha..., passaram-se os minutos e os segundos que eu tanto esperava para chegar ao dia, o tal dia. Aquele dia em que eu finalmente podia dizer que era feliz. E esse dia passou, tal como todos os outros, passou, devagar e rápido demais para eu ter o prazer de o saborear. E entao deparo-me com a questão... pelo que é que eu tenho estado à espera?
            Manter a cabeça ocupada é capaz de ser um bom truque no entanto nao totalmente eficaz.
            Já alguma vez saltaram de uma prancha para um poço, como nas piscinas da minha vila?
            É apenas um desafio à adrenalina como tantas outras coisas que se podem fazer, no entanto nao sao experiencias nem um pouco tao libertadoras como saltar de uma prancha.
            O que se sente? Tudo.
            Sente-se medo, da altura, e para pessoas com vertigens então é uma experiencia de ultrapassagem de obstaculos mais expectacular que pode haver.
            Continuando, além do medo, sente-se aquela sensação tao familiar na barriga, as tais “borboletas” ou como lhe queiram chamar, que nao é mais que um grande nó no estômago devido ao pânico. Também se sente alegria , por se saltar.
            Em pleno salto, o que se sente? Nada. Quando se está naquela altura em que nem se tem os pés na prancha nem na agua, ou seja, em pleno salto, so se sente adrenalina, medo, cuidado para entrar bem na agua, sem se magoar e principalmente, liberdade. Ahh, a tal liberdade. A coisa pelo qual todas as pessoas lutam todos os dias... liberdade.
            Impressionante, ahm? Uma pessoa lutar por ter liberdade quando, supostamente, segundo os direito universais humanos na ONU todos nós nascemos iguais, independentemente da cor, raça, religiao, nacionalidade..., e no entanto, todos nós lutamos por ela, e porque, perguntam-me vocês, ? Para nada, porque a liberdade nao passa de uma ilusao, nenhuma pessoa é realmente livre, ou porque esta condicionada num trabalho que nao gosta, ou porque nao tem liberdade de expressao..., ninguem é livre, de verdade. Então agora a grande questão, se ninguem é realmente livre, porquê lutar por algo que nunca se terá? Porque sim.

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